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  • Orquídeas Perfumadas: Surpreenda-se com Seus Aromas

    Orquídeas Perfumadas: Surpreenda-se com Seus Aromas

    Descubra as orquídeas mais perfumadas, desde fragrâncias doces até aromas exóticos e surpreendentes, para seu jardim.

    Aromas agradáveis, como chocolate e baunilha, nem sempre vêm de onde se espera: ao invés de saírem de um bolo, por exemplo, podem ser exalados por sua orquídea. Mas não se anime tanto. Outros odores dessas plantinhas remetem a ovo podre e carne em decomposição. Por isso, vale conhecer um pouco mais sobre o variado mundo das orquídeas perfumadas para não cair numa roubada.

    À esquerda, Maxillaria tenuifolia Var. Niagra = coco e à direita, Oncidium Twinkle ‘Red Fantasy’ = baunilha.

    “A mais famosa de todas é conhecida como orquídea-chocolate, a Oncidium Sharry Baby ‘Sweet Fragrance’“, destaca Sérgio Oyama Junior, biólogo paulistano e idealizador do blog Orquídeas no Apê. Há ainda a Oncidium Twinkle, nas cores branco, amarelo e vinho, com aroma adocicado de baunilha, a Spathoglottis plicata, espécie terrestre popularmente chamada de grapete que tem cheiro de uva, e a Maxillaria tenuifolia, com aroma de coco. Outra famosa entre as de fragrância agradável é a brasileira Gomesa crispa, de limão.

    “Especialistas criam híbridos perfumados combinando características genéticas, tornando as orquídeas inspiração para perfumes ao redor do mundo.”

    Entre as desagradáveis, destacam-se a Oncidium ornithorhynchum, com odor de ovo podre ou água sanitária – por ironia do destino, “mãe” do híbrido de chocolate –, a Cattleya percivaliana, cujo cheiro assemelha-se ao inseto maria-fedida, e a Bulbophyllum phalaenopsis, de carne em decomposição. No caso das espécies originais, o perfume tem a função de atrair insetos como moscas, abelhas e mariposas. “São informações atrativas para o agente polinizador, assim como a forma e a cor”, indica José René Rocha, orquidólogo de Aerado, MG. No caso dos híbridos, como são criados fora do ambiente natural, não há essa função.

    Cattleya percivaliana ‘Sumit’ = inseto mais-fedida e a direita, Oncidium Sharry Baby ‘Sweet Fragrance’ = chocolate.

    Assim como acontece na fabricação de perfumes, especialistas trabalham para encontrar as melhores combinações entre espécies e obterem resultados cheirosos. “Como são características contidas no DNA da planta, podem ser transferidas por meio de controle genético”, aponta Ricardo Tadeu de Faria, professor e pesquisador do Departamento de Agronomia da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Inclusive, várias marcas famosas de perfume mundo afora têm apostado na produção de essências com base nas orquídeas.

    “O perfume das orquídeas depende do ciclo da flor e do momento do dia, atraindo polinizadores específicos.”

    Alguns orquidófilos, ao adquirirem um exemplar perfumado, podem não sentir o aroma característico de primeira. Mas muita calma nessa hora: é preciso saber quando apreciá-lo. “As espécies exalam perfume em períodos diferentes do dia; algumas apenas na parte da manhã, outras somente à tarde ou à noite. As vespertinas, por exemplo, visam atrair polinizadores como borboletas, de hábito diurno”, destaca Oyama. Além disso, conforme as flores envelhecem e fecham o ciclo, o cheiro perde a intensidade. De qualquer forma, sabendo escolher os exemplares certos e respeitando o tempo próprio de cada flor, o jardim pode ficar mais bonito e perfumado com a ajuda das orquidáceas.

    Texto Cristina Tavelin

  • Vídeo Novo no Canal – Orquídeas Hibridas

    Vídeo Novo no Canal – Orquídeas Hibridas

    Descubra as 24 Orquídeas Híbridas Mais Incríveis para Sua Coleção

    Se você é um apaixonado por orquídeas e está sempre em busca de espécies únicas para enriquecer sua coleção, prepare-se para se encantar com nosso novo vídeo! No Jardins Blog, trouxemos um conteúdo especial para apresentar 24 orquídeas híbridas fascinantes, com cores vibrantes, formas exóticas e características que tornam cada uma delas uma verdadeira obra-prima da natureza. No vídeo, você vai se inspirar com ideias para ampliar ou começar sua coleção de forma incrível.

    Essas orquídeas híbridas são perfeitas para quem ama plantas e deseja trazer um toque de beleza e sofisticação ao jardim ou à decoração de casa.

    Confira o vídeo completo clicando aqui: 24 Orquídeas Híbridas Incríveis que Você Precisa Conhecer e Adicionar à Sua Coleção.

    Por que assistir?

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  • Como Cuidar de Orquídeas Oncidium

    Como Cuidar de Orquídeas Oncidium

    Oncidium enderianum

    Aprenda a cuidar das orquídeas Oncidium, conheça suas cores, espécies raras e os cuidados essenciais para flores duradouras.

    Amarelas, marrons, verdes, alaranjadas, brancas, róseas e até tigradas, a diversidade de cores das flores é um dos grandes atrativos da orquídea Oncidium, que tem entre as mais populares a chuva-de-ouro (Oncidium varicosum) e a pingo-de-ouro (Oncidium flexuosum). Elas são também conhecidas por bailarinas devido à aparência dos labelos com a saia das dançarinas e à semelhança de formato das peças superiores da flor e sua coluna com o tronco e os braços.

    Não há número exato de espécies da orquídea Oncidium. São cerca de 315 e centenas de híbridos. De acordo com o orquidófilo René Rocha, no livro ABC do Orquidófilo, o gênero já reuniu um maior número de espécies, mas passa por estudos e novas proposições pelos taxonomistas. Por exemplo, a Oncidium equitante passou a pertencer ao gênero Tolumnia.

    “A durabilidade e a quantidade das flores tornam a orquídea Oncidium um espetáculo natural que pode durar até 40 dias.”

    As orquidáceas do gênero Oncidium preferem basicamente o clima tropical para vegetarem. A maioria é epífita, isto é, crescem sobre os galhos, troncos e copas das árvores, e apresentam pseudobulbos ovalados e achatados. “Outra característica presente em grande parte das espécies do gênero é que as pétalas e as sépalas são bastante pequenas em relação ao labelo”, enfatiza Sonia Soares, sócia do Orquidário Mata da Praia, de Marataízes, ES.

    A durabilidade e a quantidade das flores são os grandes atrativos da orquídea Oncidium. “Geralmente, dão hastes florais com várias inflorescências que chegam a durar até 40 dias. Existem exemplares cujas hastes não passam de 5 cm e com inúmeras flores de 4 a 5 mm. Há também espécies com caules de até 1 m e outras com apenas uma única flor”, exemplifica Carlos Hass, do Orquidário Chácara Suíça, de Curitiba, PR.

    Hass destaca entre as variedades a rara Oncidium retemeyerianum, cuja peculiaridade é permanecer florida o ano todo. “Abre uma flor por vez. Quando uma cai, floresce a próxima da haste, e assim ocorre ao longo do ano”, elucida o orquidófilo.

    Sucesso no cultivo

    Não há uma maneira padrão válida para cultivar todas as espécies de Oncidium. Segundo Sonia, o cultivo depende da origem da orquidácea. “A maioria aprecia ser cultivada ao ar livre, sem, contudo, ficar exposta diretamente ao sol. Desenvolvem-se muito bem plantadas em tocos de galhos de árvores e, quando em vaso, preferem os de barro com substrato bem arejado, pois não toleram muita umidade, já que suas raízes são finas e apodrecem facilmente”, ensina o orquidófilo do Orquidário Chácara Suíça.

    “A rara Oncidium retemeyerianum permanece florida o ano todo, florescendo continuamente ao longo de sua haste.”

    A profissional do Orquidário Mata da Praia explica que uma planta de clima frio, como a Oncidium concolor ou a Oncidium crispum, se levada para um ambiente de temperatura mais elevada, irá florir e vegetar razoavelmente por dois ou três anos, no máximo, e, em seguida, irá definhar subitamente e morrer sem razão aparente a não ser pelo clima inadequado. “A escolha das espécies ou híbridos deve ser feita de acordo com o clima”, reforça a especialista.

    No inverno, algumas orquídeas do gênero precisam de um período de repouso bem severo e outras nem tanto. Sonia alerta que a diminuição da rega não deve provocar o enrugamento dos pseudobulbos e das folhas. “As espécies originárias da Floresta Atlântica precisam de mais umidade do que as de regiões mais secas”, fala ela.

    Na adubação, recomenda-se adubo foliar a cada 30 dias na composição 10-10-10 ou 20-20-20, sempre na dosagem recomendada pelo fabricante. “O excesso de adubo pode manchar as folhas”, alerta Hass.

    Cruzamentos

    Devido à quantidade de florescências e tons, o gênero possui uma diversidade de híbridos, como o O. Star Wars, O. Aloha ‘Iwanaga’ e O. Twinkle, entre outros.

    Os especialistas avisam sobre constantes ataques de fungos da ferrugem, bastante frequente nas espécies e nos híbridos mais sensíveis ao cobre. Entre as pragas, as mais comuns são as cochonilhas e lesmas.

    “O cultivo da Oncidium exige atenção ao clima, com adaptações específicas para cada espécie ou híbrido.

    Texto Janaina Silva

  • Como Cultivar Orquídeas Epífitas com Sucesso

    Como Cultivar Orquídeas Epífitas com Sucesso

    Cattleya walkeriana

    Aprenda os cuidados essenciais para cultivar orquídeas epífitas, garantir flores exuberantes e proteger suas plantas do sol e das chuvas.

    Para compreender um pouco mais do universo das orquídeas, é importante saber como se comportam na natureza e a localização que escolhem para crescerem. Entre os hábitos vegetativos, as orquidáceas subdividem-se em três categorias: as epífitas, que vegetam em árvores; as rupículas, que se desenvolvem entre pedras e rochas; e as terrestres. 

    As plantas epífitas já foram chamadas de parasitas por viverem sobre outras espécies. Mas, hoje sabe-se que elas apenas se apoiam em partes como troncos e galhos para buscar luz para o seu completo desenvolvimento. “O epifitismo é a forma de vida de plantas que vivem sobre outras sem retirar nutrientes delas. As plantas epífitas absorvem as substâncias que precisam da matéria orgânica e fragmentos que caem das árvores e se acumulam em suas raízes”, explica a orquidóloga Leonice Preto, proprietária do Orquidário Orgânico Hortolândia, no interior paulista.

    “As epífitas representam cerca de 90% das orquidáceas nativas do Brasil, mostrando sua incrível adaptação ao ambiente.”

    O posicionamento nas árvores varia conforme a espécie. Algumas preferem ficar no alto da copa, ou seja, apreciam maior incidência solar, e outras preferem galhos baixos e sombreados. Na natureza, as plantas epífitas recebem a luz do sol que passa entre as folhas, assim como a ventilação necessária ao seu desenvolvimento. “Normalmente, as raízes são acompanhadas de fungos, formando uma associação simbiótica conhecida como micorriza, que transforma a matéria orgânica em minerais, facilitando a absorção dos nutrientes”, esclarece a orquidóloga.

    “Micorrizas transformam matéria orgânica em minerais, ajudando as raízes epífitas a absorverem nutrientes de forma eficiente.”

    As plantas epífitas representam a maioria das orquidáceas, sobretudo as nativas do Brasil. “Calcula-se que em torno de 90% sejam desse tipo”, fala Leonice. Entre os gêneros mais conhecidos estão Cattleya, Oncidium, Epidendrum, Catasetum, Miltonia, Pleurothallis, Masdevallia, Maxillaria, Encyclia, Brassavola, Laelia e Sophronitis. De acordo com Leonice, na flora brasileira, rica em diversidade, figuram entre as plantas epífitas mais populares Bifrenaria harrisoniae, Bifrenaria aureofulva, Brassavola tuberculata, Brassavola fragrans, Brassavola perrinii, Oncidium flexuosum, Oncidium croesus, Oncidium crispum, Oncidium longipes, Cattleya labiata, Cattleya purpurata, Cattleya loddigesii, Cattleya walkeriana, Cattleya bicolor, Cattleya granulosa, Cattleya forbesii, Cattleya nobilior e Cattleya intermedia, entre outras. “Há ainda uma infinidade de híbridos, já que as espécies são muito utilizadas na hibridação”, observa a proprietária do Orquidário Orgânico Hortolândia.

    Particularidades

    Entre as características que as distinguem estão a presença de pseudobulbos, folhas grossas e raízes com velame, uma estrutura esbranquiçada que reveste as raízes. “São plantas que não enraízam no solo, necessitam se fixar em árvores ou objetos elevados para suprir suas necessidades de iluminação e umidade e para reter pequenas partículas minerais que vêm pelo ar e matéria orgânica para a sua sustentação”, elucida a especialista do Orquidário Orgânico de Hortolândia.

    “Para cultivar epífitas, use telas sombreadoras e proteja-as do sol direto e chuvas excessivas.”

    Para o cultivo das plantas epífitas em casa ou em orquidários particulares, é preciso atenção redobrada. Para proporcionar a luminosidade necessária para o correto desenvolvimento e florescimento das orquidáceas, é aconselhável usar cobertura com plástico leitoso e telas de sombreamento adequadas para cada região. “Elas precisam ficar protegidas da incidência direta do sol, que provoca queimaduras, e das chuvas, que podem encharcá-las”, enfatiza Leonice.

    Agora, é só escolher a sua preferida e colocá-la no local ideal para usufruir da beleza exuberante de suas florações.

    Janaina Silva

  • Dividindo brotos, multiplicando flores

    Dividindo brotos, multiplicando flores

    Descubra como dividir bulbos de Oncidium e encher sua casa com mais vasos e flores.

    Melhor do que apenas um vaso enfeitado pela beleza de sua orquídea são vários vasos com elas. Por isso, o engenheiro agrônomo Patrick van de Weijer, da Ecoflora, em Holambra, SP, explica como realizar a divisão de brotos de Oncidium, mas ele acrescenta que isto vale para qualquer orquídea que forme bulbo. Dentre os materiais utilizados está o chip de coco, o qual pode ser substituído por casca de pinus, apesar de alguns pormenores. “O substrato de coco se decompõe mais lentamente, mas saliniza, com isso deve-se ter cuidado com o nível de sal. Já o pinus tem mais facilidade em acidificar e se decompor”, esclarece.

    “Multiplique a beleza de sua orquídea Oncidium transformando um único vaso em vários repletos de flores deslumbrantes.”

    Ele informa que este procedimento deve ser feito de dois em dois anos ou quando perceber que o recipiente está muito cheio. Retire a orquídea do vaso com cuidado (1).

    Remova o substrato anterior com atenção para não arrancar as raízes (2).

    Corte o exemplar a cada dois bulbos, sempre respeitando a ligação. Portanto, se houver três bulbos muito juntos, não os separe. Os muito pequenos também não devem ser divididos. “Nunca deixe um só bulbo”, alerta Weijer (3).

    Solte os grupos de bulbos tomando muito cuidado com as raízes (4).

    Centralize cada conjunto novo de bulbo em um vaso (5).

    “Nunca deixe um só bulbo durante a divisão das orquídeas, pois isso compromete o desenvolvimento saudável das plantas.”

    Preencha o recipiente com o substrato escolhido; em nossa foto, o chip de coco. A medida ideal é até chegar ao bulbo (6).

    Com auxílio dos dedos, aperte o substrato para que ele se acomode (7).

    Faça o mesmo procedimento com todos os pares e trios que dividiu. Pronto! Agora, ao invés de um vaso, você terá multiplicado suas flores (8).

    VOCÊ VAI PRECISAR DE: Chip de coco, vasos e tesoura, além do exemplar de Oncidium que já deve estar sem flores.

    “O substrato de coco decompõe-se mais lentamente, mas exige atenção com a salinidade; o pinus, por sua vez, acidifica mais rápido.”

    Texto Carolina Pera. Fotos Antonio Di Ciommo

  • Como Replantar Orquídeas com Sucesso

    Como Replantar Orquídeas com Sucesso

    Passo a passo para replantar orquídeas, garantindo saúde, crescimento contínuo e flores exuberantes.

    Para uma orquídea se desenvolver de forma saudável, é necessário replantá-la quando as raízes atingem um determinado alcance e passam a “transbordar” do vaso onde ela se encontra. Para deixar seu exemplar confortável, abrigado em um recipiente onde novos brotos possam surgir, é imprescindível transferi-lo de local no momento certo.

    “Replantar orquídeas no momento certo garante saúde, novos brotos e crescimento contínuo por anos.”

    De acordo com o engenheiro agrônomo Sérgio Englert, do Ricsel – Orquídeas e Bromélias, de Porto Alegre, RS, podem ser usados vasos de cerâmica ou de plástico, e o tamanho dependerá de quão grande for a orquídea.

    “A parte traseira da planta deve encostar na borda, e a frente deve ir até o meio, permitindo, assim, que ela cresça por mais dois ou três anos no mesmo espaço”, indica Englert.

    Para demonstrar esse passo a passo, a Laelia purpurata foi a espécie escolhida. Primeiramente, separe o exemplar que deseja replantar junto aos materiais necessários: um vaso, cacos de tijolo e brita (1).

    A orquídea a ser replantada exibe várias raízes se alastrando para fora do recipiente, indicação do momento ideal para a realização do processo (2). Retire a planta do local de origem com cuidado (3) e deixe-a numa superfície segura para não danificá-la enquanto prepara sua nova morada (4).

    “Os cacos de tijolo e brita para a drenagem são colocados no fundo, antes da inclusão da orquídea, até uma altura de 20% do preenchimento total do espaço”, destaca Englert. Na sequência, replante-a incluindo o substrato novo ao redor das raízes (5).

    Pronto, a Laelia purpurata está preparada para passar um bom tempo em seu novo lar (6).

    “Use cacos de tijolo e brita para drenar corretamente e preparar a morada perfeita para sua orquídea.”

    VOCÊ VAI PRECISAR DE:

    • Um vaso de cerâmica ou plástico;
    • Cacos de tijolos e brita para drenagem.

    “A Laelia purpurata é o exemplo ideal para aprender a replantar com sucesso e prolongar sua beleza.”

    Texto Cristina Tavelin Fotos Marcelo Donadussi

  • Belezas Latinas: Orquídeas que Encantam

    Belezas Latinas: Orquídeas que Encantam

    Encyclia amicta

    Descubra as cores e formas únicas das orquídeas da América Latina, símbolo de biodiversidade e conservação.

    Tons e formatos exuberantes das orquidáceas predominam nas Américas do Norte, Sul e Central, do México até o extremo sul chileno. São mais de 8 mil espécies encontradas entre os gêneros Cattleya, Epidendrum, Laelia, Masdevallia, Maxillaria, Odontoglossum, Oncidium, Pleurothallis, Habenaria e Vanilla.

    Essa edição da “Como Cultivar Orquídeas” dá continuidade à busca pelas belezas latinas. Viaje com a gente e encante-se com as orquídeas bolivianas, mexicanas e venezuelanas.

    BOLÍVIA

    No país, a cidade de Concepção foi nomeada o ‘Santuário da orquídea boliviana’, já que a região é caracterizada por uma vasta quantidade de orquídeas, sendo a mais representativa a Cattleya nobilior, que foi eleita a flor símbolo local. Devido à retirada predatória durante muitos anos, desde 2001, é realizado um festival para estimular a conservação e a valorização das espécies. Neste ano, o evento está agendado para os dias 9, 10 e 11 de outubro, com atividades culturais e também artísticas.

    Encyclia amicta

    Apresenta flores pequenas que desabrocham no mês de julho, na Bolívia, no Brasil, no Paraguai, na Argentina, no Peru, na Colômbia e na Venezuela.

    Cattleya nobilior ‘Tropicana’

    Com floradas delicadas durante o inverno e a primavera, a espécie atrai admiradores de todo o mundo.

    Sophronitis cernua var. amarela

    Espécie que aprecia temperaturas elevadas, floresce na Bolívia, no Brasil e no Paraguai.

    “A América Latina abriga mais de 8 mil espécies de orquídeas, encantando pela diversidade de cores e formas.”

    MÉXICO

    São aproximadamente 1.200 espécies encontradas no México. Entre elas, o gênero Laelia é predominante e encanta os admiradores pela variedade de cores, destacando-se em especial a Laelia anceps.

    Mormolyca ringens

    A orquidácea floresce do inverno ao verão no México e também nos países da América Central: Belize, Guatemala, El Salvador, Honduras, Nicarágua e Costa Rica. Intensamente cultivada e colecionada, o clima tropical e a topografia com predomínio de regiões montanhosas que compõem a geografia do país favorecem o desenvolvimento das espécies.

    Maxillaria tenuifolia var. nigra

    As flores surgem na primavera em numerosas hastes e exalam aroma bastante característico de coco. Apreciam clima quente, meia-sombra e alta umidade.

    Laelia anceps semi-alba

    É a orquídea mais popular no México, que floresce no outono e no inverno. Apresenta ampla variedade de tons.

    Maxillaria variabilis

    Floresce o ano inteiro nas condições ideais de meia-sombra, clima de quente a ameno e rega regular.

    “O festival anual em Concepção, Bolívia, celebra a conservação da Cattleya nobilior, símbolo nacional de beleza natural.”

    VENEZUELA

    A Cattleya mossiae é a flor nacional venezuelana, nomeada por decreto no ano de 1951. É também popularmente conhecida como flor-de-maio por adornar as cruzes da festividade religiosa realizada durante esse mês. Dentre as 21 espécies do gênero Cattleya, seis são nativas no país.

    Phragmipedium lindleyanum

    As espécies vegetam em temperaturas elevadas (até 35ºC), com alta incidência de luz solar e boa ventilação.

    Cattleya mossiae

    Com aroma que lembra alho, a espécie foi descoberta em 1838 e recebeu o nome em homenagem à srta. Mossiae, uma inglesa que morava na Venezuela e cultivava orquídeas.

    Cattleya percivaliana alba ‘Vale da Lua’

    Por florescer em meados de dezembro, também é conhecida como Cattleya Natal. Aprecia clima temperado ou frio, além de iluminação intensa e rega moderada.

    “No México, o gênero Laelia se destaca com variedades exuberantes que florescem em cores vibrantes durante o ano.”

    Texto Janaina Silva.

  • Dormência em Orquídeas: Cuidados Essenciais

    Dormência em Orquídeas: Cuidados Essenciais

    Entenda o período de dormência das orquídeas e saiba como cuidar para florescer novamente.

    Conhecer as fases de desenvolvimento das orquídeas é fundamental para quem as cultiva. Só assim os enganos podem ser evitados. Por exemplo, você sabia que estas plantas possuem um período de dormência?

    Durante este processo ocorre uma pausa vegetativa da planta, na qual seu desenvolvimento é temporariamente suspenso. Assim, muitos podem achar que seu exemplar morreu e descartá-lo, mas não, ele apenas está em repouso.

    “A fase de dormência das orquídeas é essencial para sua recuperação energética após a floração.”

    Como ressaltou Sergio Oyama Junior, biólogo e blogueiro do Orquídeas no Apê, de São Paulo, SP, em artigo publicado em nossa edição 70, o processo de produzir flores e gerar frutos consome bastante energia da planta, podendo chegar a matá-la. “Portanto, é muito importante que, após esse extenuante processo, a orquídea recarregue suas energias. Essa fase de descanso é tecnicamente chamada de período de dormência.”

    De acordo com o orquidófilo e orquidófilo René Rocha, de Areado, MG, durante esta etapa a planta minimiza seu gasto energético, reduzindo sua atividade metabólica, o que pode auxiliar na conservação de energia. A engenheira agrônoma Erica Shirozu, proprietária do orquidário Orquídeas e Cia, em São Roque, SP, acrescenta que as orquídeas perdem as folhas nesse momento para diminuir a área de transpiração e respiração.

    QUANDO OCORRE

    O período e a quantidade de tempo que uma planta vai pausar seu desenvolvimento é muito variável. Algumas espécies não tiram este tempo para repousar, já outras podem levar meses para se restabelecer. Rocha exemplifica isso com o caso da Cattleya tigrina, que costuma enraizar antes da floração, sem período de dormência, e floresce de espata verde logo após o bulbo crescer. Já para a Cattleya schroedare e seus híbridos de primeira geração, esse descanso dura vários meses e deve ser respeitado. “Ague pouco e suspenda a adubação até que inicie a brotação”, sugere.

    “Conhecer o período de repouso ajuda a evitar o descarte incorreto de orquídeas vivas.”

    Para Catasetineas, a dormência acontece logo após a floração, com a queda das folhas, e dura até o novo aquecimento do ano, na primavera. “Deixe-as em local seco e bem ventilado. Não molhe, apenas umedeça levemente o substrato em intervalos semanais”, orienta Rocha. Junior aponta para algo importante ao que se refere a este tipo de orquídea, pois além da perda da folhagem, ocorre o enrugamento dos pseudobulbos, o que pode parecer que sua planta morreu. “Infelizmente é nessa fase que muitas são descartadas.” Portanto, é fundamental conhecer bem a orquídea que possui para não agir de modo errado.

    Ainda de acordo com Rocha, a dormência está normalmente associada às condições ambientais. Os organismos podem sincronizar a entrada da fase dormente com o seu ambiente por meios preditivos ou consequenciais. Na dormência preditiva, a planta entra em fase de repouso vegetativo antes do estabelecimento das condições adversas, como, por exemplo, ao utilizar o fotoperíodo e a baixa na temperatura para prever a chegada do inverno. Já na consequencial, a pausa ocorre após as circunstâncias inadequadas terem chegado. “Esta última é normalmente observada em áreas de clima imprevisível”. Junior explica que essa pausa pode ser desencadeada por um estresse ou por ameaça à vida da planta, reservando energia para quando as condições estiverem favoráveis.

    CUIDADOS NECESSÁRIOS

    Alguns itens devem ser respeitados durante este tempo em que a planta está se recompondo. O recomendável é diminuir ao mínimo a água. “Suspenda as regas copiosas e use o borrifador em alguns casos apenas para que a planta não desidrate em tempo muito seco”, diz o orquidófilo. Já a adubação deve ser suspensa, uma vez que as plantas não utilizam os nutrientes em grande quantidade e isso poderá salinizar o substrato que está quase sem nenhuma absorção pelas raízes. Não mexa com quem está quieto! Este definitivamente não é momento para replantios, divisões e trocas de substratos, ou você gosta que alguém lhe incomode enquanto dorme? Espere o despertar de sua orquídea para voltar aos cuidados essenciais e ter lindas flores! Quando surgirem novos brotos, acompanhados ou não de novas raízes, regue, adube, divida e replante.

    “Durante a dormência, reduza regas e adubação para preservar a saúde da planta.”

    Texto Carolina Pera. Ilustração Chris Borges.

  • Orquídea-Bambu: Beleza e Versatilidade no Paisagismo

    Orquídea-Bambu: Beleza e Versatilidade no Paisagismo

    Descubra como cultivar a orquídea-bambu e aproveite seu potencial decorativo para diferentes tipos de jardim.

    De origem asiática, a orquídea-bambu (Arundina graminifolia) é uma espécie terrestre, ereta, semi-herbácea, rizomatosa, entouceirada e chega a ter 2 m de altura. Muito utilizada em jardins, ela pode estar em diferentes partes do continente. “Fora do seu habitat, ela é encontrada principalmente nos países de clima tropical e subtropical, com mais frequência na América Central, Havaí e México”, afirma o orquidófilo José Carlos Souza, do Orquidário Ambiental, em Cotia, SP.

    “A orquídea-bambu é um curinga no paisagismo, combinando com diversos estilos de jardins.”

    A orquidácea deve ser cultivada a meia-sombra ou a pleno sol. “Ela gosta também de temperaturas elevadas e umidade relativa alta, da ordem de 60% a 70%, e, claro, prefere ambientes abertos”, completa ele. A paisagista Daniela Sedo, de São Paulo, SP, acrescenta que esta planta precisa de ao menos duas horas de sol diário. “Um bom local são os recuos laterais de casas, onde pega o sol do meio-dia e, no resto do dia, só claridade.”

    COMO E ONDE TER SEUS EXEMPLARES

    Daniela sugere que a planta seja comprada jovem, com cerca de 70 cm de altura, e alerta que esta espécie gosta de solo úmido e com boa matéria orgânica. “Ou a pessoa aduba com frequência ou coloca em solo já rico naturalmente. Não pode ser terra seca; neste tipo de solo, não vai para frente, não vai dar flor mesmo que regue.” Ela acrescenta que, se o plantio for feito corretamente desde o início, ela durará muitos anos. “Quem não tem solo saudável, sugiro utilizar um pouco de composto que se compra em lojas especializadas – serragem com fibra de coco – que absorve a água e mantém a raiz úmida por mais tempo, sem necessidade de troca do solo”, completa.

    “A planta deve ser cultivada a pleno sol ou meia-sombra, preferindo temperaturas elevadas e umidade alta.”

    Frequente no paisagismo, a orquídea-bambu pode compor renques e jardineiras, acompanhar muros, paredes, fazendo canteiros laterais de recuo ou formar conjuntos isolados em jardins; ou seja, como bem define Daniela, ela é um curinga. “Não tem nada com o que ela não combine. Ela orna com muitos tipos de jardins, desde orientais, com mudas mais podadas, pinheiros e azaleias, pois ela é delicada; com tropicais, ao lado de helicônias e palmeiras; como pode ser um detalhe em um jardim mais clássico, em companhia de buxinhos; ou até mesmo em espaços mais modernos, com viburno formando quadrados.”

    “A Arundina graminifolia é única e, diferentemente de outras orquídeas, não possui híbridos devido às suas características naturais.”

    Ela também pode florir e enfeitar todos os vasos; neste caso, a paisagista alerta que eles devem ser grandes, com no mínimo 60 x 60 cm. Apesar de não importar o formato, ela diz que, no quadrado, a planta irá se ramificar melhor. “A raiz gira quando chega na borda de um vaso. No redondo, ela não encontra um fim; já no quadrado, ao achar a terminação, ela se ramifica sem girar.” Isso cria maior quantidade de terminações, fazendo com que ela absorva mais elementos ao invés de perder tempo para encontrá-los. Portanto, na dúvida, fique com o quadrado.

    DIFERENTE, PORÉM IGUAL

    Distintamente de outras espécies de orquídeas, a Arundina não possui híbridos. Souza explica que este fato se dá devido a algumas de suas propriedades. “O gênero é único, mas antigamente ela teve várias denominações, por isso temos Arundina bambusifolia, Arundina speciosa, Donocopsis laotica e outros nomes. Muito embora ela seja uma planta bonita, suas flores são efêmeras, não sendo muito atraente para se produzir híbridos para interior que exigem flores mais perenes. Portanto, não há, até o momento, cruzamentos conhecidos deste gênero.”

    Mas, como toda orquídea, a Arundina tem seus inimigos, e os principais são os mais comuns entre outras espécies, como pulgões e cochonilhas em geral. “Seu combate normalmente é feito com inseticida de contato, que já é bem eficiente, pois elas são naturalmente resistentes a diversas pragas”, explica Souza.

    Texto Carolina Pera

  • Como Fazer Florescer as Orquídeas Mais de Uma Vez ao Ano

    Como Fazer Florescer as Orquídeas Mais de Uma Vez ao Ano

    Cattleya maxima “Farina”

    Descubra os segredos para florações frequentes em orquídeas, com dicas sobre luz, temperatura e cuidados essenciais.

    Não quer cultivar a paciência e aguardar a próxima floração de sua orquídea daqui a um ano? Saiba que algumas destas plantas trazem vida e cor mais de uma vez durante os 365 dias que regem nosso calendário. De acordo com o engenheiro agrônomo Patrick van de Weijer, da Ecoflora, em Holambra, SP, isso varia de acordo com a espécie. “Todas as orquídeas necessitam acumular um saldo positivo de energia para que possam florescer”, diz ele.

    “Algumas orquídeas podem florescer mais de uma vez ao ano, se expostas à variação de luz e temperatura.”

    Certas espécies necessitam de um tempo maior para condensar este bônus necessário para que a planta tenha energia suficiente para a sua floração; já outras têm maior facilidade em acumulá-lo, sendo preciso somente que ocorra a indução.

    “Algumas plantas são induzidas com a variação de temperatura, outras com a variação do comprimento do dia ou com a intensidade luminosa, sendo que todas elas necessitam ser plantas maduras para que possam ter porte para a floração”, explica. Veja a seguir os gêneros que abrigam as espécies que alegremente dão flores mais frequentes.

    CATTLEYA

    As mais cultivadas e vendidas no País agradam a todos e têm sua floração mediante variação do número de horas de luz diária. “Durante o outono e primavera há uma mudança na quantidade de horas de luz. Sendo assim, as plantas podem florescer mais de uma vez ao ano. Porém, vale lembrar que os brotos mais novos terão chance de florescer apenas na próxima variação do comprimento de dia”, elucida o engenheiro. “Se encontrar condições de luz e temperatura adequadas, como, por exemplo, mudança de cidade, o gênero também nos agradece com duas floradas”, completa Erica Shirozu, orquidófila e proprietária do Orquídeas e Cia, em São Roque, SP.

    ONCIDIUM

    Variedade que se espalha por países das Américas do Sul e Central, além de regiões pertencentes aos Estados Unidos, possui flores pequenas, delicadas e bastante ornamentais. O engenheiro cita o Oncidium, mas alerta que, devido a sua indução ocorrer de acordo com o comprimento do dia, assim como a Cattleya, a floração depende do número de horas de luz. “Certos tipos florescem somente em regiões com elevada variação no comprimento do dia”. 

    “Para cada orquídea há uma necessidade; busque informações sobre o cultivo ideal para alcançar melhores florações.”

    PHALAENOPSIS

    Este tipo é induzido pela variação de temperatura. Como esclarece Weijer, durante o verão a planta se desenvolve fazendo novas folhas e tem seu crescimento ativo. Já no outono e inverno, com a redução das temperaturas, a planta recebe o sinal de que está na hora de parar de crescer e então é induzida à floração. “Acabam florescendo durante o inverno-primavera. No momento em que estão com porte maduro e em que há temperaturas médias abaixo de 20 graus. Em regiões de temperaturas temperadas, como, por exemplo, a região sul do Brasil, pode florescer mais de uma vez ao ano devido ao fato das temperaturas médias serem inferiores”. Erica ainda acrescenta outra dica: “Para forçar a brotação duas vezes ao ano da Phalaenopsis, você pode cortar sua haste na terceira gema; isto induzirá ela a florir”.

    VANDA

    Com o poder de florir até quatro vezes ao ano quando bem cuidada, esta planta, originária da Ásia, recebe em cada haste de 10 a 20 flores. Mas a morosidade se dá no início. “Algumas demoram mais de quinze anos para atingir a maturidade, tomando grande tempo para que iniciem a floração”, diz Weijer. Apesar disso, quando maduras, Erica afirma que, se forem cultivadas em local quente e úmido com temperatura constante acima de 20 graus, com certeza irão florir.

    Denphal Rinabha

    Outra planta que pode trazer alegria é a Denphal. Originária da Oceania, atualmente é um híbrido amplamente cultivado na Tailândia como flor de corte e é fruto do cruzamento entre diferentes espécies de Dendrobium, gênero que, de acordo com o professor René Rocha, orquidófilo e orquidólogo, de Areado, MG, em seu livro ABC do Orquidófilo, é sem dúvida o que possui as orquídeas mais floríferas entre todas e produzem sempre florações fartas quando mantidas em boas condições. “Em regiões de clima tropical, como o norte e nordeste do Brasil, a Denphal floresce durante todo o ano, podendo florescer facilmente duas vezes ao ano se forem cuidadas corretamente”, completa Weijer.

    “Certos híbridos, como a Denphal, podem florescer durante todo o ano em climas tropicais.”

    Mas lembre-se, os cuidados essenciais são indispensáveis para que qualquer orquídea floreie, até mesmo uma única vez por ano. Portanto, atente-se às condições ideais para o tipo de planta que adquirir. “Para cada uma há uma necessidade. Devemos sempre procurar informações sobre temperatura, umidade, luminosidade, fertilizante, frequência de irrigação e as possíveis pragas e doenças, assim sua orquídea terá melhores condições de desenvolvimento e poderão florescer da melhor forma possível”, finaliza o engenheiro.

    Texto Carolina Pera. Fotos [1] Evelyn Müller, [2] Gabriel Guimarães, [3] Hamilton Penna e [4] Henrique Peron